Brasileiros homenageiam médicos cubanos em despedidas nos aeroportos

Homenagem no Rio de Janeiro tem faixa com mensagem: “gratidão aos médicos cubanos” | Foto: Carmen Diniz 

Por Sturt Silva

Médicos e médicas de Cuba que deixaram o Brasil ontem (26), receberam homenagens nas duas principais cidades do país. 
Rio de Janeiro 

Pela manhã, profissionais de saúde, que integram a Rede de Médicas e Médicos Populares e representantes de movimentos sociais fizeram um ato de agradecimento aos profissionais que estão deixando o estado, que vive uma severa crise na Atenção Primária, com corte de verbas, redução de equipes e ameaças de demissão.

Também foi lido um manifesto assinado pela Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro (ACJM-RJ), Levante Popular da Juventude, Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, Sindicato dos trabalhadores da fiocruz (Asfoc SN), Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba e Comitê Internacional Paz Justiça e Dignidade aos Povos – Capítulo Brasil.

O manifesto foi lida e repetido em voz alta com muita emoção:

 “Queridas médicas e queridos médicos de Cuba

 É com grande admiração e respeito que viemos aqui prestar esta homenagem a vocês. Agradecemos, em nome do povo do Rio de Janeiro pelo trabalho e dedicação neste período em que vocês estiveram aqui, cuidando das pessoas como se fossem sua própria família. Distantes de seus pais e filhos, compartilharam das durezas que o cotidiano das desigualdades do Brasil pode gerar e ofereceram carinho, cuidado e amor ao povo que mais sofre. Não tenham dúvidas que as pessoas que vocês cuidaram e cativaram reconhecem toda a dedicação de vocês, por mais que as elites tentem negar isso. Como diria Dom Quixote: ‘se os cães ladram, é sinal que avançamos’. E como essa burguesia ladrou. Definitivamente, vocês deixaram uma marca na vida de cada brasileiro e brasileira que conheceram vocês e entraram para a história pelo maior ato de solidariedade que o nosso povo já recebeu. 
Gostaríamos que o contexto da despedida fosse outro, que a nossa conjuntura política fosse outra…..mas estas são as asperezas da luta de classes, na qual temos muito a aprender com vocês. Ernesto Che Guevara disse que para escutar o clamor de um povo não é preciso estetoscópio, basta ter coração. Sintam, pois, no coração de cada um de vocês, a mais profunda gratidão por tudo o que fizeram pelo povo brasileiro. Com a certeza de que o futuro nos pertence, esperamos poder reencontrá-los, no dia que a nossa vitória chegar! 
 Hasta la vistoria siempre ! ” 

https://www.facebook.com/ACJMRJ/videos/198965134313593/
Assista trecho da leitura:

Os médicos cubanos também receberam uma placa da Comissão da Coordenação Estadual do Programa Mais Médicos para o Brasil e do governo do Rio de Janeiro, em agradecimento ao trabalho.

Mais 220 profissionais cubanos vinha atuando no estado.
São Paulo 
Os voos dos profissionais que trabalharam no estado de São Paulo começaram no último sábado e seguiu nesta segunda-feira (26). Mais de 1400 médicos e médicas trabalharam pelo programa no estado. 

À noite, movimentos sociais, organizações de solidariedade e lideranças políticas marcaram presença em ato de despedida no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O criador do Mais Médicos, ex-ministro da saúde no governo Dilma, deputado e médico Alexandre Padilha escreveu em sua página no facebook: “Obrigado, Cuba. ‬A mão que cuidou de tantas brasileiras e brasileiros é agora a mão que se despede. ‬ Quem sabe, um dia, espero eu, que seja também a mão do reencontro”.

Falta de médicos
Pelo menos 285 cidades e 36 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) ficaram sem médicos em equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), com a saída de profissionais cubanos. O levantamento foi realizado pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).  O governo cubano anunciou, no último dia 14, sua retirada do Programa Mais Médicos e a ruptura do convênio com o governo brasileiro. A decisão veio logo após declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). 
Os profissionais cubanos foram orientados pelo governo cubano a cessarem suas atividades em 20 de novembro, para organizar a saída por quatro polos de retorno: Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo. O primeiro grupo partiu da capital federal rumo a Havana em 22 de novembro. A previsão é que até o dia 12 de dezembro todos tenham regressado à Ilha.

Durante os cinco anos de duração do convênio entre Cuba e o Brasil, por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), para o provimento de médicos em vilarejos mais distantes e periferias do Brasil, mais de 20 mil profissionais trabalharam no país.

Com informações do Saúde Popular.

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Médicos cubanos correriam risco caso continuassem no Brasil, afirma supervisora do Mais Médicos http://goo.gl/RQrsFA 

El lejano Oeste no queda al sur

El hambre de nuevos territorios con que nacía la nueva república de Estados Unidos, que se convirtió en pocos años en imperio capaz de retar a las grandes potencias de entonces, vino acompañada de un arraigado sentimiento mesiánico. 
Por Raúl Antonio Capote. Tomado de Granma.

lejano oeste no está en América Latina

Foto: Russia Today

En 1783 los Estados Unidos de América poseían 2 308 845 kilómetros cuadrados de extensión territorial, en 1845 habían llegado a los 12 106 783, más de 9 millones de kilómetros en menos de 70 años.

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Un bandazo político en Brasil vs la Salud del pueblo

No hace falta texto, escuchad! Es lamentable, aún sin haber tomado las riendas, aunque ya electo, dar un bandazo político en Brasil contra la Salud del pueblo, al pronunciarse con tamaña hostilidad hacia quienes lo daban todo por mejorar la calidad de vida de los brasileños, los médicos cubanos. ¿Eso es democracia? ¿Es acaso justicia? más que todo errada manipulación política. Para los actos de odio, no hay perdón.

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¿Por qué Yo Soy Fidel?

Por: Rafael Andrés Álvarez Fernández.

FDEL CUANDO EL CRIMEN BARBADOSSoy de la generación que creció bajo la magia indescriptible de las luces y el audio que repetía hasta el infinito su voz, la que se sorprendía ante el silencio casi sepulcral de los millones de personas que escuchaban sus discursos de pie, sin titubear, sin abandonar su lugar; a la que padres y vecinos llamaban la atención con mirada severa por hacer un ruido innecesario pues el “Jefe” estaba hablando; la del niño que miraba a veces sin comprender pero comprendiendo, como los ojos vigilantes del pueblo, de su pueblo, velaban para descubrir y neutralizar a cualquier enemigo infiltrado en la multitud que intentara realizar cualquier acción contra Fidel en su Plaza, la de la Revolución, la que él hizo del pueblo y la seguridad infinita de saber que nadie se atrevería porque había millones de Fidel multiplicados en la multitud.

triunfo revolución.jpgCrecí como tantos otros, viendo un país que se construía desde las ruinas de un sistema explotador, el que segregaba a la mayoría por todas las razones posibles, el sexo, color de la piel, clase social, etc., y que solo unía a unos pocos por el tamaño de su billetera o los apellidos de abolengo, mientras los otros, como mis padres, vivían relegados a barrios de miseria y salarios de esclavos, conformándose con migajas de un oropel que no existía nada más que en sus sueños.

batalla por els exto gradoVi en ese parto, a mi madre llevándome de la mano a las escuelas nocturnas creadas por Fidel para alcanzar el sexto grado y después el noveno, escolaridad que nunca hubiera logrado en el desgobierno anterior, o sacando la licencia de conducción y ser de las primeras mujeres taxistas en Cuba o participar con la Cruz Roja en la asistencia a los participantes en las grandes concentraciones populares de la época, cosa impensable para un sector apartado históricamente al papel de ama de casa o esposa dependiente, salvo raras excepciones y todo eso, gracias a Fidel.

campamento pionerosJugué y estudié como muchos de mi generación, en los Palacios y Campamentos de Pioneros creados por Fidel, donde se desarrollaba y estimulaba nuestras vocaciones; el de las escuelas al o en el campo, un anhelo martiano llevado a la práctica por Fidel, que vinculaba el estudio con el trabajo, se aprendía a honrar la labor del campesino y a no ser una generación de pedigüeños, sino de hombres dispuestos al trabajo.

Fidel y los pionerosAprendí a sentir con Fidel, el primer Martiano de Cuba, que no hay mayor satisfacción que el deber cumplido, aún con la probable ingratitud de los hombres; aprendí a hacer realidad con Fidel, que Patria es Humanidad, porqué desde tu tierra se hace más grande el mundo cuando se sirve al bienestar de los demás, incluso a costa de tu propia vida; aprendí con Fidel, a echar mi suerte con los pobres de la tierra, porque son los que nada tienen y a los que el gran capital ignora; aprendí con Fidel que en Silencio Ha Tenido que Ser, porque hay cosas que para lograrlas han de andar ocultas; aprendí con Fidel la necesidad impostergable de impedir a tiempo con la independencia de Cuba que se extiendan por las Antillas, los Estados Unidos y caigan, con esa fuerza más, sobre nuestras tierras de América.

FIDEL Y CHAVEZs.jpgAprendí con Fidel, a entender la rapacidad imperialista y luchar contra la anexión de los pueblos de nuestra América, al Norte revuelto y brutal que los desprecia; aprendí con Fidel que una idea justa desde el fondo de una cueva es más fuerte que un ejército; aprendí con Fidel que “¡El honor no se negocia, la patria no se negocia, la dignidad no se negocia, la independencia, la soberanía, la historia, la gloria no se negocia!”.

TODA LA GLORIAAprendí de Fidel que “…nada podrá aplastar la Revolución, pero sabemos también que cada esfuerzo nuevo que hacemos nos hace más fuertes, hace a nuestra Revolución más fuerte, hace a nuestra Revolución más segura y hace a nuestra Revolución más libre; hace a nuestro pueblo más dueño de su destino…!”; aprendí de Fidel que “…toda la gloria del mundo cabe en un grano de maíz”, porque él –pudiendo aspirar a todas las glorias– nos dejó el inmenso legado de su humildad, entrega, dignidad, honor, sacrificio y devoción por todos nosotros.

A él le digo: ¡Gracias, Fidel! Y, a ustedes, que han tenido la deferencia de conocer mi por qué, les reitero que por todas esas cosas y muchísimas más que no cabrían en miles de cuartillas: ¡Yo Soy Fidel!

 

Fidel en Latinoamerica

Trump: Si es necesario los militares usarán la fuerza letal para resguardar la frontera (+ Video)

Soldados del ejército de Estados Unidos cerca de la frontera en Donna, Texas. Foto: Delcia Lopez / Reuters

El presidente de los EE.UU., Donald Trump, dio su permiso a las tropas del Ejército para usar la fuerza letal si fuera necesario en la frontera con México, con el objetivo de contener a los migrantes centroamericanos.

Además, el mandatario estadounidense informó de que podría haber un ‘cierre de gobierno’ el próximo mes debido a la seguridad de la frontera. Con esto, se paralizaría buena parte de la actividad administrativa del Gobierno estadounidense, con el fin de atender lo que Trump considera una crisis de seguridad en la franja fronteriza.

Las declaraciones del presidente de EE.UU. se producen apenas un día después de que el secretario de Defensa de Estados Unidos, Jim Mattis, dijera que se le había otorgado autoridad para permitir que las tropas exhibieran mayor poder para ayudar a proteger a los funcionarios fronterizos.

Alrededor de 5.800 tropas en servicio activo han sido enviadas a la frontera de EE.UU. y México para reforzar la seguridad antes de la llegada de la caravana de migrantes, compuesta principalmente por hondureños.

Actualmente, un grupo de más de 6.000 migrantes centroamericanos se encuentra en Tijuana, México, con el objetivo de tramitar su solicitud de asilo a EE.UU.

La marcha de la caravana migrante proveniente de Centroamérica fue el motivo que utilizó el presidente Trump para ordenar al Ejército movilizarse a la frontera con México y ayudar a la Oficina de Aduanas y Protección Fronteriza.

Revive confrontación con Poder Judicial

Horas antes, Trump también respondió al presidente del Tribunal Supremo de Estados Unidos, John Roberts, quien criticó al mandatario por atacar la independencia del Poder Judicial al bloquear algunas medidas impuestas en materia migratoria.

Esto, luego de que un juez de California invalidara el mandato de Trump para que los migrantes no pudieran solicitar asilo en EE.UU.

“Los jueces no deben legislar seguridad y protección en la frontera, o en cualquier otro lugar. No saben nada al respecto y están haciendo que nuestro país sea inseguro. ¡A nuestros grandes profesionales de la aplicación de la ley se les debe permitir hacer su trabajo! Si no, solo habrá caos, caos, lesiones y muerte. ¡Queremos la Constitución como está escrita!”, dijo Trump a través de su cuenta de Twitter.

(Tomado de Cubadebate con Información de Russia Today)

Bolsonaro, Más Médicos y un déjà vu

Durante más de una década, el Programa de Parole, creado en el 2006 por George W. Bush, alentó a personal cubano de la Salud que colaborara en terceros países a abandonar sus misiones y emigrar a Estados Unidos. Por  | lisandra@granma.cu

El Presidente cubano Díaz-Canel recordó en Twitter los 20 años de la ELAM; obra de amor que ha formado miles de médicos, entre ellos brasileños, a los que el Colegio Médico impide aprobar la revalidación de título y acceder a puestos de trabajo.

Resultado de imagen para dilma rousseff y programa mais medicosAño 2013. En Brasil la presidenta Dilma Rousseff impulsaba programas como Más Médicos, que preveían la presencia de galenos brasileños y extranjeros para trabajar en zonas pobres y apartadas de ese país, iniciativa a la que se incorporaban miles de profesionales de la salud cubanos.

 

Imagen relacionadaEn Venezuela, el entonces candidato antichavista Henrique Capriles, movía su discurso entre las amenazas a La Habana, «a quien no financiaría un modelo político», ni «regalaría petróleo», y la oferta «desinteresada» de nacionalizar a los miles de médicos que se encontraban en tierra bolivariana. Los invitaría –declaraba Capriles– «a que sean ciudadanos de un país donde hay democracia».

Si hasta aquí le parece haber visto este guion repetirse otras veces, sepa que está en lo cierto. Lo que el presidente Jair Bolsonaro acaba de hacer al dinamitar el Programa Más Médicos, y con este la garantía de acceso a salud de calidad de millones de brasileños, recuerda, cuando menos, otros muchos ataques desde la derecha regional a la colaboración cubana internacional.

El presidente electo del gigante sudamericano llama «dictadura» al Gobierno cubano, en tanto no escatima en defender a la dictadura militar brasileña entre 1964-1985, que aún tiene fresca en la memoria del país no solo desapariciones forzadas y asesinatos, sino la represión a cualquier tipo de oposición política. Malos augurios para Brasil, si su nuevo mandatario no entiende la dimensión exacta de lo que es un régimen dictatorial.

Y el déjà vu sobreviene cuando afirma que «ofrecerá asilo político a los miles de médicos cubanos que no deseen regresar a su país».

No sorprende para nada que estimular la deserción de los galenos sea el trasfondo de su postura, en un contexto donde la fuerza de trabajo calificada es la mayor potencialidad de la Mayor de las Antillas, y donde los médicos cubanos o los formados en Cuba de otros países promueven una imagen positiva del país, al tiempo que se desarrollan formas de cooperación sur-sur.

Esta línea de sabotaje tiene un fuerte referente, además, en el Programa de Parole para Profesionales Médicos Cubanos, un esquema migratorio del Gobierno de Estados Unidos que estuvo vigente hasta el 17 de enero del pasado año; cuando luego de un año de negociaciones, y alentado por el comienzo de la normalización de las relaciones diplomáticas entre La Habana y Washington, fuese firmado entre ambos países un acuerdo que se dirigía a garantizar una migración regular, segura y ordenada, y que eliminaba además del Parole, la Política de Pies Secos-Pies Mojados. Era esta una de las últimas acciones tomadas por el presidente Barack Obama.

Durante más de una década, el Programa de Parole…, creado en el año 2006 por George W. Bush, alentó a personal cubano de la Salud que colaboraba en terceros países a abandonar sus misiones y emigrar a Estados Unidos, práctica censurable que afectaba no solo a Cuba, sino, por consiguiente, los programas de salud de los países donde estos se encontraban laborando.

LA FÓRMULA DE BOLSONARO ES, ENTONCES, VIEJA Y CONOCIDA

«La intención era clara: dañar la cooperación de Cuba con otros países, reducir la entrada de dinero en forma de pagos para estos programas y drenar a los médicos y otros profesionales médicos del país», apunta el profesor titular del Centro de Estudios Hemisféricos y sobre Estados Unidos de la Universidad de La Habana, Ernesto Domínguez López, en su artículo Migración, fuga de cerebros y relaciones internacionales. El caso de Estados Unidos y Cuba.

Para el investigador, los años de aplicación de ambas políticas las convirtieron en dos de los componentes más relevantes de la política migratoria de Estados Unidos hacia Cuba, pero va más allá. «Cuando ubicamos este caso dentro del marco mucho más amplio de la política migratoria general de Estados Unidos, observamos que atraer a extranjeros educados para llenar los vacíos de la fuerza laboral estadounidense ha sido una política tradicional, reflejada en la existencia de la visa H1B. Bajo este paraguas, científicos,
ingenieros, médicos, han ido a trabajar en instituciones y compañías de América del Norte, ayudando así a mantener su posición privilegiada en todo el mundo. Se ha convertido en una piedra angular para la economía estadounidense y las universidades estadounidenses», explica el investigador en el referido texto.

Domínguez López refiere que hay estudios que demuestran que los países más ricos han implementado efectivamente políticas para absorber inmigrantes calificados, aunque la investigación sobre el tema aún es insuficiente. «El área que ha recibido una atención más permanente es el drenaje de profesionales médicos de países pobres. Este es un tema particularmente sensible, debido a sus implicaciones éticas y prácticas. De hecho, la disponibilidad y la calidad de la atención de salud tienen un gran impacto en los indicadores de salud esenciales, que son considerados por destacados estudiosos como una fuente fundamental de desigualdad entre los países.

«En su estado actual, la fuga de cerebros no se puede explicar completamente fuera de un análisis global, que considera las desigualdades estructurales, las redes migratorias, la política mundial, especialmente las asimetrías en la distribución de poder, e incluso la hegemonía de los medios de comunicación occidentales y culturales. Industrias que crean imágenes, percepciones y aspiraciones, distorsionando así las interacciones sociales de diferentes tipos», señala Domínguez López.

De acuerdo con el investigador, el argumento a favor de esta afirmación se basa en una idea fundamental: la fuga de cerebros, como parte de los flujos migratorios globales, es posible debido a los niveles de desigualdad entre y dentro de los países, como lo demuestran los estudios múltiples. Estas
desigualdades no son accidentales, sino componentes estructurales del orden mundial moderno, entendido como la jerarquía mundial de distribución de poder, riqueza y desarrollo, que ha sido el resultado de la evolución global, subraya en su artículo.

Bajo esta lógica, cualquier intento por socavar y debilitar uno de los recursos más valiosos del país: sus profesionales, no es fortuito, ni casualidad aislada.

Es parte de una «clara señal de sintonía con la política exterior norteamericana», y ello no lo afirma Cuba, sino los aplausos públicos que hace solo unos días diera la subsecretaria norteamericana de Estado para Asuntos del Hemisferio Occidental, Kimberly Breier, por la posición del futuro gobernante brasileño, ante la cual Cuba determinó no continuar con la participación de los médicos cubanos en el programa Más Médicos de esa nación.

EN CONTEXTO

1.  La Ley del Programa Más Médicos es clara en cuanto a cómo se acreditan los títulos de los médicos y el papel que desempeñan la Organización Panamericana de la Salud, el Ministerio de Salud Pública y las universidades cubanas de ciencias médicas en su acreditación. Los colaboradores cubanos debían someterse a exámenes previos antes de viajar a Brasil y a exámenes periódicos durante su estancia, conducidos por el Ministerio de Salud de Brasil.

2. Los ofrecimientos de revalidación de títulos son engañosos, porque el Colegio Médico se opone a ello: en Brasil hay miles de médicos graduados cuyos títulos no han sido revalidados. De cada cien médicos que se presentan a examen, solo aprueban ocho. Esa es la forma de mantener regulado el mercado de la salud privada para garantizar sus enormes ingresos: menos médicos y más dinero; de ahí la oposición desde el comienzo al Programa Más Médicos.

3. Los médicos cubanos prestan servicios en aquellos lugares a los que no quieren ir los médicos brasileños ni los médicos de otros países. Asumen los peligros por su vocación de salvar vidas. Están en los lugares de más riesgo, en las comunidades de pobreza extrema, en favelas y barrios violentos donde incluso la policía no puede entrar. Están en los 34 distritos especiales indígenas y en 700 municipios que nunca conocieron antes un médico, en toda la historia de Brasil. Hasta hoy el pueblo y el gobierno los han protegido, pero esa protección va a ser retirada por el nuevo gobierno.

Bolsonaro ignora la historia, dice que #Brasil no sabe qué es la dictadura

Jair-Bolsonaro-GI-580x326El pueblo brasileño “no sabe todavía lo que es la dictadura“, afirmó el presidente electo de Brasil, Jair Bolsonaro, quien no ha ocultado nunca su admiración por la dictadura militar que vivió su país (1964-1985). 

Bolsonaro, excapitán de reserva, se expresó así después de mantener una conversación telefónica con el primer ministro de Hungría, Viktor Orbán, conocido por sus discursos xenófobos y contra la inmigración.

“Hungría es un país que sufrió mucho con el comunismo en el pasado, es un pueblo que sabe lo que es la dictadura. El pueblo brasileño no sabe todavía lo que es la dictadura, no sabe lo que es sufrir en manos de esas personas“, dijo a la prensa Bolsonaro tras su conversación con Orbán.

Según un informe de la Comisión de la Verdad del Gobierno, 434 personas murieron o desaparecieron durante la dictadura militar en Brasil y solamente 33 cuerpos fueron localizados. Sin embargo, la lista de víctimas podría ser mayor ya que, según aseguró la comisión, las Fuerzas Armadas apenas colaboraron para esclarecer las cifras.

El presidente electo también afirmó que con “total certeza”, Hungría será “un gran socio” para Brasil.

En septiembre, el Parlamento Europeo votó a favor de sancionar a Hungría por incumplir los valores democráticos. Preguntado sobre esta cuestión, Bolsonaro afirmó que “Europa está sufriendo con la inmigración desordenada”, y criticó la Ley de Inmigración aprobada el año pasado en Brasil.

“Yo estaba en contra de esa última Ley de Inmigración que transformó a Brasil en un país sin fronteras. No podemos permitir la entrada indiscriminada de los que quieren venir aquí. Si esa ley continúa en vigor, cualquiera puede entrar y llega con más derechos que nosotros”, declaró Bolsonaro.

(Tomado de Cuba por Siempre, con información de Russia Today)